Quem sou eu

Dourados, MS, Brazil
A 6.12 é um espaço de treinamento , que tem como base busca de poéticas, utilizando-se das experiências corporais vivenciadas cotidianamente pelos seus atores e colaboradores, no desenvolvimento de uma arte teatral que una a pratica à pesquisa.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Começando de Novo

A ruptura pode muitas vezes nos levar as origens. E voltar as origens não significa necessariamente um retrocesso e muito menos fracasso, mas uma oportunidade para rever o trabalho feito,o ser artístico e a arte.
Arte. Arte? Mas o que é arte?
Poderia definir como processo, evolução, transcendência,pesquisa,fruição,subjetividade,discurso individual do artista e tantas outras palavras que limitariam a arte. Deixando assim  que cada individuo faça sua própria reflexão sobre o que a arte é e o que ela representa para si.
Aliás, como limitar algo que se constrói pelas possibilidades?
Se não conceituamos a arte devido a limitação que as palavras trazem consigo não será possível conceituar a arte. E como conceituar a minha arte?
Se arte é subjetividade, ela precisa ser conceituada?

Se conceituarmos nossa arte nunca criaremos algo novo,estaremos presos a fronteiras previamente determinadas por nós mesmo,impediremos o crescimento artístico individual e coletivo.
E é nesta perspectiva que a 6.12  se propõe a  ressignificar , recriar, reinventar, para a criação de nossa arte ,descobrindo novos discursos e novas identidades afinal a quebra leva a união e faço aqui minhas, as palavras da Denise, ARTE também pode;.ser definida como começar de novo!

Vanessa Ribeiro
Integrante da 6.12  e
Acadêmica de Artes Cênicas

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Esse é o Dia da Ruptura?

"Eu não quero. Eu não sustento. E eu não vou ficar nos bastidores. Serei apenas um fanático."

O que é ser artista?
Fraqueza. Cansaço. Ascensão.
Gosto da ideia de que a arte é uma transposição do universo individual e particular do artista para o externo. Aquilo que somos, e que emerge para o que "somos" socialmente em nosso fazer.
Gosto da ideia de que a arte é um processo de ressignificação constante, de transformações tridimensionais. E da exposição do meu pensamento pela palavra, o gesto, o movimento, o chamado e a resposta.
Gosto da ideia de que na arte posso conhecer o outro e à mim mesma. Posso sentir o outro pelo toque.  Posso acariciar, bater, chacoalhar, empurrar.  Posso interagir. 
Posso colocar minhas subjetividades à jogo.

Mas acredito que para isso preciso jogar. Preciso deixar que o meu discurso realmente habite meu corpo, e se utilize como difusor de ideias. Abridor de caminhos para possibilidade e reflexões. O meu corpo como instrumento , rebento, escracho, matéria discursiva na tentativa de suscitar reação. 

E levando a frase primeira nesse texto em consideração, pergunto,

"Artista, esse é o dia da Ruptura?"




Denise Gonçalves
Academica de Artes Cênicas-UFGD,  
e integrante da 6.12 Cia Teatral.




terça-feira, 5 de abril de 2011

Agradecimento apresentação no Sarau Cactus&Artes Cenicas

Obrigado!

Agradecemos ao pequeno público presente na apresentação do trecho de “O gato preto” apresentado no domingo (03/04), me refiro unicamente as poucas pessoas que conseguiram por 15 min se desligarem do mundo e contribuir para a construção e crescimento do trabalho experimental exposto pela 6.12 Cia Teatral.
Poderia passar horas descrevendo nossa indignação quanto ao desrespeito e ao lugar comum que é colocada a Arte produzida e exposta neste estado de Vaqueiros, no entanto estaríamos também nos colocando em um lugar comum, este lugar onde o egocentrismo impera e é portanto “o outro” que teria que se adequar a ele, porém sabemos que se o público não nos entende, talvez também não entendemos nós a ele, bem como estamos certo que há um grupo pequeno sempre interessado e curioso nos estudos, experimentos e produções artísticas aqui desenvolvidas e é  com estes que estamos produzindo/transformando/criando possibilidades na Arte local.
O fragmento apresentado no Sarau do ultimo domingo foi o mesmo que apresentamos na Celebração cultural da UFGD, trata-se de um experimento cênico ainda em construção, cada apresentação é um convite a critica e a troca com a platéia.
Caminhamos por terras ainda desconhecidas, propomos a quebra a (re)construção do teatro de Dourados/MS queremos a apreciação critica, pretendemos a criação artística aliada a pesquisa com base em teóricos da dança como Laban, onde procura-se uma utilização diferenciada das  partituras corporais, tônus e marcas no corpo do ator; alem de uma incessante busca ao teatro pós-dramatico, e ao ator-criador-encenador com base nos estudos relacionados a Eugenio Barba e a Vianninha.
Produzir teatro tem sido experimentar o gosto doce/amargo das coisas, embora talvez a vida tenha sido muito mais doce com a 6.12 Cia Teatral, encerro este manuscrito/manifesto agradecendo ao público que nos prestigia, aos amigos que contribuem com nosso trabalho, ao SESC/Dourados pelo apoio e por acreditarem na 6.12 Cia Teatral desde o inicio e aos amigos e amig@s, companheir@s e irmãos da 6.12 .

                                                                     Por Nizael Almeida